Redação - ENEM / 2012


Sarita Erthal | 16:54 |

          De acordo com a Revista Veja, estes são possíveis temas para a redação do Enem - 2012:


Energia: acidente nuclear no Japão
Meio ambiente: Código Florestal, derramamento de petróleo e Rio+20
Meio ambiente: catástrofes naturais
Tecnologia: internet
Geopolítica: papel do Brasil no cenário internacional
Crise econômica mundial
Geopolítica: 30 anos da Guerra das Malvinas
Geopolítica: Primavera Árabe
Cidadania: eleições municipais

Fonte: veja.abril.com.br




Concurso CAIXA - Redação


Sarita Erthal | 09:44 |

          O texto abaixo pode ajudar a enriquecer o seu repertório de conhecimentos para a produção de uma boa redação.
          Boa leitura!


Atendimento ao Cliente

Cada vez mais se percebe a necessidade de se conhecer as peculiaridades do mercado consumidor e de como é importante valorizar os interesses do cliente antes de tentar oferecer serviços ou produtos, os autores que dissertam acerca desse minucioso tema do competitivo mercado empresarial são extremamente preocupados em mostrar a importância dos clientes para o sucesso e desenvolvimento de uma organização, as estratégias que podem ser utilizadas para otimizar os resultados no relacionamento e consequentemente nos contatos comerciais com eles e os cuidados que devem ser tomados na relação cliente x empresa.
Eles apontam dentre outros aspectos, alternativas de fidelização,erros muito comuns cometidos pelas empresas no trato com o público e possíveis maneiras de corrigi-los, mostram as diferentes características que compõem o perfil do consumidor e traçam tipos comuns especificando as formas de conduzir atendimento a cada um deles, explanam as questões que envolvem essas relações como abordagem, reclamações, funcionários mal-treinados (ou a falta de treinamento existente nas empresas) para atender com excelência e o que leva os clientes a voltarem ou a sumirem de vez dos contatos das empresas assim como as soluções para mudar ou definir o rumo de cada situação e os diversos assuntos inerentes aos contatos de uma empresa com quem representa a sua sustentabilidade, o seu sucesso ou fracasso e que sem duvidas, define a sua presença/ausência no mercado.
Segundo Renato Fonseca de Andrade, consultor de orientação empresarial do SEBRAE, as empresas têm suas características especificas e, com certeza, seus processos de atendimento irão refletir essas diferenças.
Ele aponta ainda que, no entanto, existem alguns aspectos essenciais que, mesmo sendo tratados de maneiras diferentes, devem ser compreendidos e colocados em prática da forma mais adequada ao negócio. São eles: a compreensão das necessidades dos clientes, a comunicação durante o atendimento, a percepção, a empatia e o treinamento. Itens estes que serão explanados na penúltima parte dessa dissertação.

Percepção para identificar as características de cada perfil de cliente

Para Ron Willinghan, pesquisador na área de administração de empresas e autor do recomendado “Cliente também é gente – cuide bem de seus clientes e veja sua empresa crescer”, a prática de estratégias de sucesso realmente eficazes e o desenvolvimento de uma cultura especial orientada para clientes, além de percepção aguçada para lidar com reações emocionais e compreender e aplicar valores, crenças e princípios éticos mais profundos na relação com eles são ações que conduzem ao sucesso. Explica também que é preciso estar sempre atento a todos os aspectos da prestação de serviços do mundo dos negócios e esclarece conselhos práticos para os que desejam desenvolver essa cultura especial, tão importante no processo de fidelização em qualquer ramo de atividade.
Sua linha de pensamento possui tênues conexões com a de David Freemantle no que tange à importância dada à aplicação da psicologia no uso de estratégias de captação, manutenção e relacionamento com clientes e na maneira de se perceber o quanto entender suas reais necessidades é pertinente. Em “O que você faz que agrada seus clientes?”, mais um de seus best-sellers, ele mostra que, agregando-se valor emocional (e-value) a tudo que uma empresa e seu pessoal fazem, a probabilidade de agradar aos clientes aumenta, juntamente com a rentabilidade. Em um mundo competitivo é relativamente fácil copiar produtos e preços, mas é praticamente impossível copiar pessoas e marcas.
O acréscimo do valor emocional está no cerne do debate sobre gerenciamento de pessoal e serviços de atendimento ao cliente. Os clientes querem ser apreciados pelas pessoas que os servem.
Este livro baseia-se em um estudo de diversas empresas em dezenove países sobre o que leva ao sucesso ou ao fracasso no serviço de atendimento ao cliente. As empresas que se destacaram constantemente agregaram valor emocional com três atributos: Criatividade, Conectividade Emocional e Integridade.
David Freemantle examina estes atributos inter-relacionados com a psicologia subjacente necessária ao seu desenvolvimento. Ao fazê-lo realça os três motivadores-chave - Energia, Direcionamento Emocional e Espírito - que permitem às pessoas da linha de frente agregar valor emocional ao serviço que prestam.


A importância de conhecer o comportamento do consumidor

O comportamento do mercado consumidor também desempenha papel importante na orientação das estratégias utilizadas pelas empresas para se aproximar de seu público-alvo e aponta dados significativos para que elas se direcionem à satisfação desse público.
Para atravessar tempos de competitividade e concorrência acirrada entre empresas, entender o consumidor e saber como ele se comporta é fundamental para o processo de qualquer organização, afirmam categoricamente Beatriz Santos Samara e Marco Aurelio Morsch, consultores de mercado e orientadores mercadológicos, no “Comportamento do consumidor – conceitos e casos”.
No ambiente dinâmico do mercado competitivo, entender o consumidor é um imperativo para o sucesso organizacional. Todos nós já nos deparamos com o dito popular “O cliente tem sempre razão”. No meio empresarial, consolidou-se o jargão “O consumidor é rei” e a noção de que a função do negócio é servi-lo. As empresas que ignorarem esses ditames poderão não prosperar ou até mesmo não sobreviver no mercado. Hoje, mais do que nunca, os consumidores se tornaram mais poderosos. Mais conscientes, independentes e bem informados, eles são pessoas com poder, capazes de construir ou quebrar qualquer negócio, independentemente de seu porte ou tamanho, em qualquer tempo ou lugar.
O consumismo tem se expandido extraordinariamente no mundo em que vivemos. Da mesma forma, o nível de exigência e a maior consciência ética dos consumidores têm gerado movimentos em defesa e proteção dos consumidores em todo o mundo — o consumerismo.
No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor e os Juizados Especiais têm sido cada vez mais amplamente utilizados pela população brasileira, um mercado consumidor que já está entre os 10 maiores do planeta. Com uma população de cerca de 170 milhões de habitantes e com potencial de consumo na ordem de US$ 425 bilhões, nosso país representa a décima quinta economia mundial. Ao considerarmos esses dados e o consumo anual per capita do brasileiro — US$ 2.508 —, pode-se perceber a importância deste tema para empresas, estudiosos e professores envolvidos com o assunto. (SAMARA, Beatriz S., MORSCH, Marco A., 2006).
Reconhecer a importância de se identificar, avaliar e estimar os desejos, anseios e necessidades do consumidor moderno torna-se então, fator preponderante no momento de criar e usar ferramentas mais eficazes para otimizar seu atendimento. Assim como de fazer como que eles se tornem fieis e conscientes no momento de procurar as empresas.
Ainda acerca desse tópico David Lewis e Darren Bridges apontam que, para motivar e estimular os novos consumidores, os padrões atuais de separá-los por idade, renda e etnia já não são suficientes em “A alma do novo consumidor”, mostram que é preciso saber exatamente a lista de produtos que eles consomem para poder interferir em suas próximas compras. A tendência é que, por conservadorismo, irão repetir a lista de compras diariamente, semanalmente e mensalmente. Daí a importância de se conhecer seus costumes e comportamento.


A conquista e a fidelização de clientes

Com a competitividade agressiva existente no mercado atualmente, é extremamente crucial identificar maneiras de, além de conquistar clientes, mantê-los e torná-los fiéis também.
Em “A estratégia do elefante”, o famoso consultor empresarial Steve Kaplan teoriza com propriedade a respeito dessa etapa do processo de atendimento (a de tornar os clientes fiéis) mostrando que a principal estratégia de uma empresa para conquistar grandes clientes é criar uma abordagem voltada para construir alianças e indica ainda que é possível atender as necessidades dos clientes e lidar com as crises, se atitudes simples como evitar os erros comum no contato com eles forem tomadas. Dessa forma uma lista de clientes potenciais poderá fazer parte do banco de dados das organizações.
Já para Willians Resende, a atualização constante no layout de informações do público-alvo é elemento básico para torná-lo fiel. Em “Como fidelizar seu cliente”, ele disserta sobre a necessidade de saber identificá-los, construir um bom banco de dados, mensurar níveis de satisfação e analisar com propriedade o feedback de seus clientes no processo de fidelização. Willians Rezende é especialista em Tecnologia da Informação, pós-graduado em Marketing, professor de Marketing e Recursos Humanos.
Ele reconhece que em tempos de competitividade acirrada e busca desenfreada pela satisfação do cliente, as companhias procuram, através de seus profissionais de marketing, descobrir novas e eficientes maneiras de cativar seu público. É uma árdua tarefa, e somente com muita organização e adoção de estratégias adequadas este objetivo poderá ser alcançado.


Excelência no atendimento ao cliente

O mercado está cada vez mais competitivo e fragmentado. Eis um fato de extrema relevância, considerando as dificuldades advindas dessa situação, que leva as organizações a terem de buscar, agora mais do que nunca, diferenciais que facilitem o seu posicionamento neste mercado. Somente oferecer produtos com qualidade não é mais suficiente. Os consumidores querem mais, alguma coisa nova, algo que justifique sua opção por uma empresa ou por outra. Esta "coisa nova" é o atendimento. É ele que faz a diferença no âmbito do chamado "marketing de serviços".
Esse parágrafo resume de forma abrangente a proposta do “Atendimento ao público nas organizações”, de Brandão Dantas, que mostra que diferenciais competitivos não se restringem à qualidade de produto e acessibilidade com os preços, mas envolvem também tratamento personalizado e especializado aos consumidores, assim como preocupação com suas preferências e intenções, ferramentas essenciais que os fazem sentirem satisfeitos e com intenções de voltar às empresas.
O bom atendimento, como mola propulsora de todas as transações, torna-se a fórmula do sucesso do mundo dos negócios. Para isso, é essencial o investimento na "pessoa", tanto quadro funcional quanto clientes, considerada o maior patrimônio de uma empresa, pontua David Iasnogrodski, administrador, escritor e cronista em seu “Atendimento nota 10 – a fórmula do sucesso”.


Os aspectos essenciais no atendimento ao cliente

Eis os aspectos considerados essenciais em atendimento a clientes citados na introdução dessa dissertação, que, segundo o consultor do SEBRAE Renato Fonseca de Andrade, devem nortear o relacionamento das empresas com seus clientes:
· A compreensão das necessidades dos clientes
Compreender o cliente significa entender suas necessidades e as formas como ele se relaciona com o mundo.
Para isso, as empresas devem obter informações preciosas de diversos tipos, como vontades, hábitos, possibilidades e, principalmente, expectativas do cliente em relação ao produto/serviço oferecido. Essas informações podem ser conseguidas de diversas maneiras: através de pesquisas formais, do contato diário, de literatura e também de informações disponíveis em entidades relacionadas ao setor, como associações, sindicatos etc., assim como na internet.
Dessa maneira, conhecer o cliente é a base de tudo, pois é a partir desse conhecimento que a percepção de oportunidade se consolida e estratégias do negócio podem ser desenvolvidas. Ou seja, essas informações são tão importantes que influenciam a escolha de fornecedores, os tipos e as quantidades de produtos e serviços oferecidos, os canais de comunicação com o mercado, a formação do preço, as instalações da loja e muitos outros fatores.
Portanto, esta deve ser uma atividade incessante da empresa, envolvendo todos os empregados, especialmente a equipe de vendas. Mas não basta somente obter informações, é preciso refletir sobre elas para tomar decisões conscientes e coerentes com os aspectos percebidos.
Em suma, deve procurar caminhos para compreender cada vez mais os clientes. Os desejos deles mudam muito rapidamente, o que faz com que essa atividade seja constante.
· A comunicação no atendimento a clientes
A comunicação é um processo inerente ao ser humano. É através dela que o indivíduo ou grupo interage com outros indivíduos ou grupos, recebendo suas impressões sobre o que foi comunicado. É algo como um professor perguntar para sua sala se a matéria que acabou de ensinar foi compreendida.
Portanto, o processo de comunicação é composto de quatro elementos: emissor, receptor, mensagem e retorno, também conhecido como feed-back. Além disso, o processo de comunicação realiza-se por vários meios, principalmente através da fala, da escrita e da expressão corporal. Através desses meios os seres humanos interagem com o mundo.
É importante perceber que os meios de comunicação influenciam uns aos outros. Assim, não basta simplesmente a comunicação verbal ocorrer, pois outros meios podem fazer com que a mensagem seja compreendida de forma diferente daquela que se deseja transmitir.
Dessa forma, para que o processo de comunicação ocorra de forma perfeita, é preciso completa integração entre os vários meios de comunicação. Uma equipe de vendas deve saber muito bem esses princípios, no sentido de adotar os melhores meios para cada situação e assim poder se comunicar bem com seus clientes.
Outro fator importante é a maneira como o ser humano se apresenta ao mundo. Assim, uma impecável apresentação, traduzida pela utilização de uniformes, crachás, cabelos penteados e barba aparada para os homens e maquiagem para mulheres, também influencia o processo de comunicação.
Portanto, comunicação é um assunto a ser tratado freqüentemente com a equipe de vendas e também com todos os empregados, ressaltando sempre que um bom negócio começa com uma boa comunicação.
· A percepção e a empatia
Outros dois aspectos muito importantes na questão do atendimento ao cliente são a percepção e a empatia. De forma bastante simples podemos dizer que a percepção é a maneira como avaliamos uma pessoa, e a maneira adequada de tratar os clientes é deixar de lado as impressões pessoais e os preconceitos.
Caso isso não ocorra, é provável que uma pessoa seja julgada pela maneira como está vestida e assim caracterizada pelo atendente que a julgou, que decide que ela não é cliente para os produtos da loja. Com certeza esse julgamento inicial irá influenciar na comunicação que será realizada, muitas vezes prejudicando um excelente negócio.
Já a empatia é a capacidade de colocar-se no lugar da outra pessoa e de ver o mundo sob seu ponto de vista. Ao colocar-se nessa posição, passa a ser possível identificar vários fatores que podem ser considerados na realização de uma negociação positiva.
Outro aspecto importante nessa questão da empatia é a capacidade de escutar. Escutar significa prestar atenção ao que o outro diz, e não simplesmente ouvir. Se um atendente de uma loja não escuta o que o cliente diz, como poderá então captar as informações necessárias ao atendimento de suas necessidades? Esse fator é fundamental, principalmente nos atendimentos feitos pelo telefone.
· O treinamento
Uma pessoa só se torna excelente profissional de vendas se conseguir combinar experiência e capacitação. Dessa maneira, é preciso debater a questão “atendimento” com muita freqüência, pois muitas vezes, mesmo inconscientemente, nos acostumamos com procedimentos que não são os mais adequados para atender aos clientes.
Falhas não podem ocorrer. Pode até ser o décimo cliente do dia para um atendente, mas para o cliente é a primeira experiência na loja e ela tem que ser perfeita. Isso significa preparo em vários fatores.
Assim, o treinamento para atendimento a clientes deve abordar aspectos de comunicação e também de produtos e serviços. Se a loja apresenta uma variedade de produtos que mudam com o passar do ano, como, por exemplo, uma loja de confecções, sempre que um novo produto estiver sendo incorporado ao estoque, essa informação deverá ser passada para toda a equipe de vendas. Isso pode ser realizado de forma oral ou por escrito, mas tem que ser feito. É inconcebível que nos dias competitivos de hoje alguém tente vender algo sem conhecer o que está comercializando. Pode parecer óbvio, mas essa é uma dificuldade presente em muitas empresas.
O importante é prestar ao cliente todas as informações necessárias para que a sua decisão de compra seja feita de forma consciente. Além de conhecer os produtos e serviços oferecidos, a equipe de vendas deve inteirar-se também das promoções existentes, das formas de divulgação adotadas pela empresa e das opções de negociação, sempre no sentido de oferecer o melhor negócio ao cliente que está sendo atendido naquele momento.
O profissional de vendas contemporâneo não é um tirador de pedidos, não é alguém que está ali somente para pegar o produto na prateleira, mas sim uma pessoa importantíssima para auxiliar o cliente em sua decisão de compra e contribuir para sua satisfação.
Mas para que isso ocorra as empresas devem também desenvolver maneiras de estimular e motivar seus empregados. Assim, fatores como remuneração, premiação, incentivos, benefícios, reconhecimento e um ambiente de satisfação devem ser tratados com muita atenção e zelo, pois contribuem muito para o desempenho de todos, especialmente daqueles que têm contato com os clientes.


Cuidados durante o atendimento

Como notamos durante a leitura das fontes que originaram a elaboração dessa etapa do projeto, o atendimento a clientes é fundamental para o sucesso de uma empresa. Para tanto, listamos abaixo algumas perguntas de verificação que uma empresa pode ter sempre ter à mão para perceber se o atendimento esta superando as expectativas de seus clientes e para que o processo de atendimento seja excelente, são elas:
• As necessidades e os desejos dos clientes são claros para os integrantes da empresa?
• Quais são os processos de comunicação da loja com o cliente que permitem a compreensão desses desejos e necessidades? Com que freqüência são realizados?
• Os produtos e serviços oferecidos, bem como a estrutura da loja e as formas de pagamento, estão adequados aos clientes?
• A equipe de vendas conhece os produtos, serviços, promoções e propagandas em detalhes? E os outros empregados?
• A equipe de vendas recebe treinamento constante sobre novos produtos e serviços e técnicas de atendimento?
• Os empregados da empresa trocam informações entre si no sentido de melhorar cada vez mais o atendimento aos clientes?
• Os empregados estão satisfeitos em trabalhar na empresa?
• Existem procedimentos e atitudes que estimulam os empregados a ser excelentes (benefícios, incentivos, reconhecimento, remuneração etc.)?
Essas e outras questões devem ser objeto de freqüentes debates e aprendizado nas organizações.
As respostas a elas, obtidas pelo talento das pessoas segundo as características de cada negócio, podem significar passos decisivos para o aumento da competitividade empresarial, ampliando consideravelmente as chances de sucesso.


Referências Bibliográficas

  • ANDRADE, Renato F. de,. Atendimento a clientes. Série Saiba Mais. São Paulo: Editora SEBRAE, 1º ed., 2004.
  • WILLINGHAM, Ron,. Cliente também é gente: cuide bem de seus clientes e veja sua empresa crescer. São Paulo: CAMPUS, 1º ed., 2006.
  • FREEMANTLE, David,. O que você faz que agrada seus clientes?: agregando valor emocional positivo. Rio de Janeiro: Pearson / Prentice Hall, 1º ed. 2006.
  • SAMARA, Beatriz S., MORSCH, Marco A.. Comportamento do consumidor: conceitos e casos. São Paulo: Editora Prentice-Hall, 2006.
  • LEWIS, David, BRIDGES, Darren,. A alma do novo consumidor. 214 pag. São Paulo: M books, 2004.
  • KAPLAN, Steve,. A estratégia do elefante: como conquistar e manter grandes clientes. 185 pag. São paulo: CAMPUS, 1º ed., 2006.
  • RESENDE, Willians,. Como fidelizar seu cliente. Rio de Janeiro: Axcel editora, 1º ed., 2004.
  • DANTAS, Brandão,. Atendimento ao publico nas organizações. São Paulo: editora SEBRAE, 2004.
  • IASNOGRODSKI, David,. Atendimento 10: a fórmula do sucesso. Editora Imprensa Livre, 2002.
  • Autoria: Paloma Candeias – estudante de jornalismo – 2º semestre – Faculdade da Cidade do Salvador – SSA/ BA

Fonte: http://www.coladaweb.com/administracao/atendimento-ao-cliente



CONCURSO CAIXA 2012


Sarita Erthal | 22:39 |

          A inclusão da redação no concurso da Caixa é algo novo nesse processo seletivo. A proposta privilegiará o texto dissertativo-argumentativo e, além das técnicas de produção textual concernentes ao gênero, deve-se dar atenção especial ao conteúdo que será explorado.
          A leitura frequente ainda é a melhor arma para enfrentar esse desafio.
          Abaixo, estão alguns textos que podem contribuir para a formação de seu ponto de vista crítico acerca de temas que podem ser cobrados na prova.
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26/07/2011 13h17 - Atualizado em 01/08/2011 18h56

Entenda a crise da dívida dos

 




EUA e 



como isso afeta o Brasil



Governo tem até 2 de agosto para conseguir ampliar teto da dívida do país.
Eventual calote dos EUA teria efeitos também para o mercado brasileiro.


O governo dos Estados Unidos está correndo contra o tempo para não colocar em risco sua credibilidade de bom pagador. Se até o dia 2 de agosto o Congresso não ampliar o limite de dívida pública permitido ao governo,  os EUA podem ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas: ou seja, há risco de calote.
A elevação do teto da dívida permitiria ao país pegar novos empréstimos e cumprir com pagamentos obrigatórios.
Em maio, a dívida pública do país chegou a US$ 14,3 trilhões, que é o valor máximo estabelecido por lei.

Isso porque, nos EUA, a responsabilidade de fixar o teto da dívida federal é do Congresso.
Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em pronunciamento na Casa Brancaque a falta de um acordo que permita elevar o teto da dívida do país trará problemas sérios à economia. (Assista, no video ao lado, o comentário de Miriam Leitão sobre  a situação econômica dos EUA)
Um eventual calote do país que é considerado o pagador mais seguro do mundo teria efeitos também para o Brasil: por exemplo, encareceria o custo de financiamento para bancos e empresas brasileiras, valorizaria o dólar e aumentaria o preço dos importados, o que geraria inflação.
No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que espera “sensatez” do governo e de políticos norte-americanos para solucionar o impasse sobre a negociação da dívida dos EUA
Entenda os pontos mais importantes das negociações.

Debate e negociações
Barack Obama participa de reunião com líderes do congresso para debater a elevação do teto da dívida. (Foto: Mandel NGAN/AFP)Obama em reunião com líderes
do congresso para debater o teto da dívida.
(Foto: Mandel NGAN/AFP)
O presidente Barack Obama e os demais representantes do governo têm lutado nos últimos dias para convencer o Congresso a ampliar o limite de endividamento permitido ao governo.
Cinco rodadas de conversações na Casa Branca não produziram nenhum acordo, mas geraram disputas partidárias. Um acordo foi alcançado por líderes dos dois partidos apenas neste domingo, dois dias antes do fim do prazo.

Essa negociação é comum no Congresso americano, onde ocorre de forma periódica desde 1917 (data em que foi estabelecido um limite legal para o endividamento do país). Desta vez, no entanto, a renegociação do teto da dívida enfrenta um impasse.

O que é a dívida dos EUA
Notas de Dólar (Foto: AFP)(Foto: AFP)
Assim como outros países  - inclusive o Brasil -  o Tesouro norte-americano emite no mercado financeiro papéis respaldados pelo governo para financiar as atividades do governo federal, como pagamento de funcionários e fundos de previdência.

No caso dos EUA, os  títulos são conhecidos como Treasuries, comprados por investidores do mercado financeiro que  são remunerados com juros: os títulos americanos são considerados os mais seguros do mundo e, por isso, atraem tantos investidores interessados em comprar seus papéis.
Para quem os EUA devem
Chinês conta notas de dólar perto de notas de iuan. (Foto: AFP)Chinês conta notas de dólar perto de
notas de iuan. (Foto: AFP)
Brasil, China, Japão, Reino Unido e os países exportadores de petróleo estão entre os maiores credores estrangeiros que detêm 32% dos títulos da dívida pública dos Estados Unidos.
Segundo os números do Departamento do Tesouro, a dívida pendente dos EUA somava, no último dia 30 de junho, US$ 14,3 trilhões, dos quais US$ 4,6 trilhões eram "pastas intergovernamentais" e US$ 9,7 trilhões eram dívidas nas mãos do público.
Os EUA devem somente ao Brasil a quantia de US$ 187 bilhões. O maior credor do país é a China, com US$ 1,1 trilhão, seguida pelo Japão com US$ 882,3 bilhões, o Reino Unido com US$ 272,1 bilhões e os exportadores de petróleo com US$ 211,9 bilhões.
Outros grandes detentores de bônus e títulos da dívida americana são os bancos radicados no Caribe, que acumulam títulos no valor de US$ 169 bilhões, Taiwan com US$ 155 bilhões, Rússia com US$ 151 bilhões, Hong Kong com US$ 135 bilhões e Suíça com US$ 107 bilhões
Por que a dívida está tão alta
Homem se apoia na parede da sede do Lehman Brothers em NY, em 15 de setembro de 2008. (Foto: Nicholas ROBERTS/AFP)Homem se apoia na parede da sede do Lehman
Brothers em NY, em 15 de setembro de 2008.
(Foto: Nicholas ROBERTS/AFP)
O alto nível de endividamento dos EUA ainda reflete, entre outros fatores, efeitos da "ressaca" da crise financeira desencadeadaem 2008 pela quebra do banco Lehman Brothers. Isso porque, em tempos de recessão, um país precisa de mais dinheiro para estimular a economia.

No caso dos EUA, o país emitiu mais papéis para ter dinheiro para evitar a falência de empresas e bancos em dificuldades, isentar  e reduzir alguns impostos, e pagar benefícios sociais como seguro-desemprego, mais necessários em épocas de demissões e cortes de pessoal.
A decisão de socorrer setores da economia que estavam em risco de falência endividou não só os EUA, mas de outros países que hoje enfrentam problemas com a dívida: Grécia, Irlanda e Itália, por exemplo.
Antes disso, os EUA já haviam gastado muito dinheiro ao longo dos anos para financiar guerras e ações militares. Iniciadas há quase dez anos, após os atentados de 11 de setembro de 2001, as operações norte-americanas no Afeganistão custam atualmente mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 3,1 bilhões) por semana aos cofres americanos, o que tem despertado cada vez mais críticas, tanto de republicanos quanto de democratas.
Obama X oposição
Barack Obama, em pronunciamento (Foto: Reuters)Barack Obama, em pronunciamento (Foto: Reuters)
Por trás da discussão em torno dos números da dívida, há uma disputa política entre parlamentares do governo e da oposição, como explica o economista Miguel Daoud, da Global Financial Advisor.
A oposição republicana, adversária política de Obama, exige que o aumento do limite seja vinculado a cortes maiores no orçamento americano dos que os desejados pelo governo democrata, com medidas como corte de benefícios sociais, que poderiam afetar a vida do cidadão americano comum.
"Como o Obama está prestes a começar uma campanha para reeleição, a oposição está exigindo cortes em setores da economia que vão afetar a popularidade do presidente", avalia Daoud. A popularidade de Obama está baixa nos EUA, embora tenha tido um fôlego temporário com a morte de Osama Bin Laden.
O presidente norte-americano, por outro lado, quer sair do impasse sem frear ainda mais a economia. Obama disse concordar com maiores cortes de gastos e quer que os republicanos aceitem algum aumento de impostos sobre os norte-americanos mais ricos. Eles recusam.
E se o teto da dívida não for elevado?
Segundo uma pesquisa do centro de estudos Bipartisan Policy Center (BPC), os gastos federais podem ter que ser reduzidos em até 44% em agosto. O governo federal tem cerca de US$ 306,7 bilhões em obrigações a pagar no mês, a partir do dia 3. No mesmo período, a estimativa é de que a arrecadação seja de US$ 172,4 bilhões, o que obrigaria o governo a priorizar pagamentos.
O estudo mostra que os recursos arrecadados seriam suficientes apenas para pagar os juros da dívida, os planos de assistência médica Medicare e Medicaid, a previdência social, seguro desemprego e contratos de defesa. Sem cortes nesses setores, não haverá dinheiro para manter as próprias estruturas de governo, como departamentos de Justiça, Comércio e Trabalho; pagar salários, exército, programas educacionais e de moradia para as classes mais baixas.
Fama em risco
A agência classificadora de risco Moody's anunciou nesta quarta-feira (13) que considerabaixar a nota da dívida dos Estados Unidos, que atualmente se encontra no melhor patamar possível, em "Aaa". O mesmo aviso foi dado pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P).
Na prática, isso significaria aos EUA , que atualmente são referência de pagamento seguro no mundo, e têm, na avaliação das agências de classificação, risco praticamente nulo de calote.
Reclamação da China
Hong Lei, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China. (Foto: AFP)Hong Lei, porta-voz do Ministério de Relações
Exteriores da China. (Foto: AFP)
A China, maior credor dos EUA com US$ 1,1 trilhão em bônus,  pediu que os Estados Unidos adotem medidas mais responsáveis a fim de proteger os interesses dos investidores nos títulos do Tesouro americano (Treasuries). 
"Nós esperamos que o governo norte-americano adote políticas responsáveis para proteger os interesses dos investidores", disse Hong Lei, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China.

O que isso tem a ver com o Brasil
Consumidores pesquisaram preços. (Foto: Daigo Oliva/G1)Consumidores pesquisam preços de eletrônicos.
(Foto: Daigo Oliva/G1)
Na avaliação do economista Miguel Daoud, da consultoria Global Financial Advisor, um eventual calote dos EUA teria impactos econômicos  no Brasil, que vive momento de dólar baixo e forte consumo de importados.
Encareceria o custo de financiamento para bancos e empresas brasileiras, que precisam captar dinheiro no exterior; valorizaria o dólar e aumentaria o preço dos importados, o que geraria inflação; causaria também, consequentemente, a necessidade de se aumentar ainda mais os juros para controlar os preços.
"Geraria inflação com o importados, resultaria em aumento juros e aumentaria a proporção dívida/PIB", estima Daoud que, embora não descarte essa hipótese, considera improvável que um acordo entre governo dos EUA e Congresso não seja alcançado.
Com informações da Reuters, da BBC, da AFP e de agências internacionais
Fonte: g1.globo.com
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Maio de 2010

Crise na Europa

A Europa, sempre lembrada como uma região de altíssimo desenvolvimento econômico e bem-estar social, agora tem sua imagem associada a turbulências de mercado. Entenda como o descontrole das contas públicas e as particularidades políticas do continente conduziram a zona do euro a uma crise financeira que levará anos para ser totalmente superada.
A formação de uma crise financeira na zona do euro deu-se, fundamentalmente, por problemas fiscais. Alguns países, como a Grécia, gastaram mais dinheiro do conseguiram arrecadar por meio de impostos nos últimos anos. Para se financiar, passaram a acumular dívidas. Assim, a relação do endividamento sobre PIB de muitas nações do continente ultrapassou significativamente o limite de 60% estabelecido no Tratado de Maastricht, de 1992, que criou a zona do euro. No caso da economia grega, exemplo mais grave de descontrole das contas públicas, a razão dívida/PIB é mais que o dobro deste limite. A desconfiança de que os governos da região teriam dificuldade para honrar suas dívidas fez com que os investidores passassem a temer possuir ações, bem como títulos públicos e privados europeus.

2. Quando os investidores passaram a desconfiar da Europa?

Os primeiros temores remontam 2007 quando existiam suspeitas de que o mercado imobiliário dos Estados Unidos vivia uma bolha. Temia-se que bancos americanos e também europeus possuíam ativos altamente arriscados, lastreados em hipotecas de baixa qualidade. A crise de 2008 confirmou as suspeitas e levou os governos a injetarem trilhões de dólares nas economias dos países mais afetados. No caso da Europa, a iniciativa agravou os déficits nacionais, já muito elevados. Em fevereiro de 2010, uma reportagem do The New York Times revelou que a Grécia teria fechado acordos com o banco Goldman Sachs com o objetivo de esconder parte de sua dívida pública. A notícia levou a Comissão Européia a investigar o assunto e desencadeou uma onda de desconfiança nos mercados. O clima de pessimismo foi agravado em abril pelo rebaixamento, por parte das agências de classificação de risco, das notas dos títulos soberanos de Grécia, Espanha e Portugal.

3. Quais países se encontram em situação de risco na Europa e por quê?

Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha - que formam o chamado grupo dos PIIGS - são os que se encontram em posição mais delicada dentro da zona do euro, pois foram os que atuaram de forma mais indisciplinada nos gastos públicos e se endividaram excessivamente. Além de possuírem elevada relação dívida/PIB, estes países possuem pesados déficits orçamentários ante o tamanho de suas economias. Como não possuem sobras de recursos (superávit), entraram no radar da desconfiança dos investidores. Para este ano, as projeções da Economist Intelligence Unit apontam déficits/PIB de 8,5% para Portugal, 19,4% para Irlanda, 5,3% para Itália, 9,4% para Grécia e 11,5% para Espanha.

4.Por que o bloco europeu não consegue regular sua política fiscal como os Estados Unidos, por exemplo?

Apesar de ter um órgão responsável pela política monetária, o Banco Central Europeu (BCE), que estabelece metas de inflação e controla a emissão de euros, a União Européia não dispõe de uma instituição única que monitora e regula os gastos públicos dos 16 países-membro. Dessa maneira, demora a descobrir os desleixos governamentais e, quando isso acontece, inexistem mecanismos austeros de punição. Em 1999, os países da região encerraram um ciclo de discussões chamado Pacto de Estabilidade e Crescimento. Em resumo, as nações comprometeram-se com a questão do equilíbrio fiscal. Àquelas altamente endividadas ficou a imposição de apresentar ‘planos de convergência’ para patamares de dívida mais aceitáveis. As sanções seriam recolhimentos compulsórios e multas. Contudo, sua aplicação não seria automática, ficando na dependência de uma avaliação pelo Conselho Europeu. A política mostrou-se insuficiente para controlar os gastos públicos dos PIIGS.

5.A crise financeira pode afetar a economia real da Europa?

A desconfiança em relação à Europa pode disseminar pânico no mercado e fazer com que bancos fiquem excessivamente cautelosos ou até parem de liberar crédito para empresas e clientes. Os investidores, ao venderem ações e títulos europeus, provocam fuga de capitais da região. Sem poder provocar uma maxidesvalorização do euro, haja vista que isso prejudicaria aqueles países que têm as contas controladas, a opção é impor sacrifícios à população, como corte de salários e congelamento de benefícios sociais. Tudo isso implica menos dinheiro para fazer a economia girar - justo num momento em que a zona do euro precisa crescer e aumentar sua arrecadação para diminuir o endividamento. O risco é a criação de um círculo vicioso, em que uma estagnação ou, até mesmo, uma recessão, prejudique os esforços de ajuste fiscal - o que levaria a medidas de austeridade ainda mais severas, mais recessão, e assim por diante. Num segundo momento, a Europa, como um dos maiores mercados consumidores do mundo, diminuiria o ritmo de importação de bens e serviços e prejudicaria a dinâmica econômica global.

6. Por que o euro se desvaloriza?

A possibilidade de que governos e empresas da região tornem-se insolventes faz com boa parte dos investidores simplesmente não queira ficar exposta ao risco de ações e títulos europeus. Na primeira metade do ano, o que se viu foi um movimento de venda destes papéis e fuga para ativos considerados seguros, como os títulos do Tesouro norte-americano. Tal movimento, de procura por dólares e abandono do euro, fez com que a cotação da moeda européia atingisse valores historicamente baixos. As moedas também refletem o vigor das economias. Assim, argumentam os analistas, a tendência de longo prazo é de fortalecimento do dólar e das moedas dos países emergentes (real inclusive), enquanto a Europa não conseguir resolver seus problemas fiscais e criar condições para um crescimento econômico mais acentuado.

7. O que foi feito para evitar a derrocada do euro?

Dois pacotes de socorro foram aprovados com o intuito de ganhar tempo para a tarefa de reorganizar as contas dos países mais endividados e restabelecer a confiança dos investidores na região. O primeiro voltava-se exclusivamente à Grécia e somou cerca de 110 bilhões de euros. O montante, levantado pelo Fundo Monetário Internacional (€ 30 bilhões) e pelos governos dos países da zona do euro (€ 80 bilhões), deve ser liberado de forma progressiva num prazo de três anos. O segundo foi a constituição de um fundo emergencial de 750 bilhões de euros para situações de crise na União Européia. Qualquer país da região estaria apto a recorrer a ele. A maior parte, € 500 bilhões, virá de países europeus e o restante, € 250 bilhões, do FMI.

Fonte: veja.abril.com.br


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Arnaldo Jabor analisa a crise econômica na Europa e nos EUA




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12/04/2012

Banco Mundial prevê que a China crescerá 8,2% em 2012

Projeção confirmaria desaceleração gradual da segunda economia do mundo

Loja do McDonald's em Pequim, China
Loja do McDonald's em Pequim, China (China Photos/Getty Images)
O Produto Interno Bruto (PIB) da China crescerá 8,2% em 2012 e 8,6% em 2013, impulsionado especialmente pela demanda interna, projeta o Banco Mundial em seu relatório de perspectivas para a segunda maior economia do planeta, apresentado nesta quinta-feira em Pequim.
"A economia chinesa se encontra em um momento de desaceleração gradual", assinalou o documento do Banco, ao lembrar que em 2011 o avanço do PIB da China foi superior, de 9,2%. Em se confirmando o prognóstico do BM, o crescimento chinês seria o mais baixo desde 1999, quando a economia asiática subiu 7,6%.
A previsão do Banco Mundial é maior que as perspectivas do próprio governo chinês (7,5%), mas ligeiramente menor que os números do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD), que prevê crescimento de 8,5% em 2012 e de 8,7% em 2013.
O Banco prevê, por outro lado, que a inflação na China, uma das principais preocupações macroeconômicas do regime comunista no ano passado, irá passar dos 5,4% de 2011 para 3,2% em 2012. Também neste indicador o Banco Mundial é mais otimista que o governo chinês, que espera inflação em torno de 4% neste ano.
(com Agência EFE)
Fonte: veja.abril.com.br
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15/02/2011 - 14h01

China, segunda economia mundial, registra 150 milhões de pobres

DA FRANCE PRESSE
EM PEQUIM

A China, que na segunda-feira se tornou oficialmente a segunda economia mundial ao desbancar o Japão, informou nesta terça-feira que esta notícia muito importante não deve permitir que sejam esquecidos os desequilíbrios do desenvolvimento e, em particular, os 150 milhões de pobres do país.
"É uma notícia muito importante", declarou Ma Zhaoxu, porta-voz do ministério das Relações Exteriores, que destacou os notáveis progressos realizados nos últimos anos pela economia chinesa.
Ao mesmo tempo, reconheceu que em vários aspectos a China registra "atrasos".
"Se nos referimos à norma da ONU de um dólar por dia e por pessoa, há ainda 150 milhões de pessoas que vivem em estado de pobreza na China", disse o porta-voz, para quem o PIB (Produto Interno Bruto) é um "índice que mede a potência econômica de um país, mas não o único".
Apesar de ter superado o PIB do Japão em 2010, a China, país com a maior população do mundo (1,3 bilhão de habitantes), tem uma renda per capita 10 vezes inferior a do país vizinho.

Fonte: folha.com

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China se transforma em mais um foco de perigo para economia mundial

Paul Krugman
Analisemos o seguinte quadro: o crescimento recente dependeu de um grande boom no setor de construção, alimentado pela disparada dos preços reais dos imóveis, e que exibia todos os sinais clássicos de uma bolha. Houve uma rápida expansão do crédito. Grande parte do crescimento não se deu por meio do sistema bancário tradicional, mas sim através do não regulado sistema de "shadow banking", que não está sujeito à supervisão governamental e não é lastreado por garantias do governo. Agora a bolha está estourando, e existem motivos concretos para que se tema uma crise financeira e econômica.
Estaria eu a descrever o Japão no final da década de oitenta? Ou os Estados Unidos em 2007? Poderia ser. Mas neste momento eu estou me referindo à China, que está se transformando em mais um foco de perigo em uma economia mundial que neste momento precisa de tudo, menos disso.
Eu tenho relutado em opinar sobre a situação chinesa, em parte porque é muito difícil saber o que está de fato ocorrendo lá. Todas as estatísticas econômicas são consideradas, na melhor das hipóteses, uma modalidade de ficção científica especialmente maçante. Mas os números referentes à China são mais fictícios do que os da maioria dos outros países. Eu recorreria a especialistas na China real para entender o que ocorre, mas é impossível encontrar dois especialistas que compartilhem o mesmo ponto de vista em relação àquele país.
Porém, mesmo os dados oficiais são preocupantes – e as notícias recentes são suficientemente dramáticas para fazer soar os alarmes.
O fato mais notável a respeito da economia chinesa nos últimos dez anos tem sido a maneira como o consumo domiciliar, embora ascendente, ficou bem para trás do crescimento geral da economia. Atualmente os consumidores chineses estão gastando apenas 35% do produto interno bruto, o que é cerca da metade do índice dos Estados Unidos.
Sendo assim, quem está comprando os bens e serviços produzidos pela China? Em parte, nós. À medida que a parcela da economia referente ao consumidor chinês foi declinando, a China passou a se basear cada vez mais nos superávits comerciais para manter o seu setor industrial à tona. Mas a questão mais importante sob o ponto de vista da China diz respeito aos gastos com investimentos, que dispararam para quase a metade do produto interno bruto.
A questão óbvia é: se a demanda por parte dos consumidores encontra-se relativamente fraca, o que motivou todo esse surto de investimento? A resposta, em grande parte, é que isso foi provocado por uma bolha imobiliária em constante expansão. O investimento imobiliário praticamente dobrou como parcela do produto interno bruto da China a partir de 2000, respondendo diretamente por mais da metade do crescimento geral dos investimentos. E sem dúvida o restante desse aumento diz respeito a firmas que se expandiram a fim de vender seus produtos para a aquecida indústria da construção.
E como é que nós sabemos de fato que essa expansão do setor imobiliário chinês se constitui em uma bolha? Ele manifesta todos os sinais: não apenas os preços crescentes, mas também aquele tipo de febre especulativa bastante familiar devido às nossas experiências de apenas alguns anos atrás – basta pensar na área litorânea da Flórida.
E existe outro paralelo com a experiência dos Estados Unidos: à medida que o crédito se expandiu, grande parte dele não foi derivada dos bancos tradicionais, mas sim do não supervisionado e desprotegido sistema de "shadow banking". Existem grandes diferenças quanto aos detalhes: o estilo norte-americano de "shadow banking" costumava envolver firmas famosas de Wall Street e instrumentos financeiros complexos, enquanto que a versão chinesa tende a ocorrer por meio de bancos clandestinos e até mesmo casas de penhora. Mas as consequências são semelhantes: na China, assim como nos Estados Unidos alguns anos atrás, o sistema financeiro pode estar muito mais vulnerável do que sugerem os dados sobre o sistema bancário convencional.
Agora essa bolha está visivelmente estourando. Qual será o estrago que ela provocará na economia chinesa e mundial?
Alguns analistas afirmam que não existe motivo para preocupação, que a China possui líderes fortes e inteligentes que farão tudo o que for necessário para enfrentar uma crise. Embora raramente se diga isso, o fato é que esses analistas acreditam que a China possa fazer o que bem quiser já que ela não tem que se preocupar com sutilezas democráticas.
Na minha opinião, no entanto, isso soa como as famosas últimas palavras antes do desastre. Afinal, eu me recordo muito bem de ter escutado palavras tranquilizadoras em relação ao Japão na década de oitenta, onde os brilhantes burocratas do Ministério das Finanças teriam tudo sob controle. E, mais tarde, ouvimos as garantias de que os Estados Unidos jamais repetiriam os erros que levaram à década perdida do Japão – quando na verdade nós estamos em uma situação ainda pior do que a do Japão dos anos oitenta.
As declarações das autoridades chinesas sobre a política econômica não me parecem ser nem um pouco sensatas. Em particular, a maneira como a China está agindo em relação aos automóveis estrangeiros – entre outras coisas, impondo uma tarifa punitiva sobre as importações dos Estados Unidos –, que em nada contribuirá para ajudar a economia do país, mas que envenenará as relações comerciais, não transmite a impressão de que aquele seja um governo maduro que saiba o que está fazendo.
E certos fatos sugerem que, embora o governo chinês possa não ser governado pelo estado de direito, ele tem o seu poder reduzido pela corrupção generalizada, o que significa que aquilo que ocorre de fato no nível local pode ter pouca semelhança com o que é ordenado em Pequim.
Eu espero não estar sendo necessariamente alarmista. Mas é impossível não se preocupar. A história da China parece-se muito com outras que temos presenciado em outros países. E a última coisa da qual precisamos em uma economia mundial que já está sofrendo com a bagunça na Europa é um novo epicentro de crise.

Fonte: noticias.uol.com.br

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